Ficha técnica e preço do Ford EcoSport XLT 1.6 2012: SUV mantém fama entre usados e ainda cabe no bolso

Ele não tem central multimídia de última geração nem câmbio CVT que parece nave espacial, mas o EcoSport XLT 1.6 2012 ainda conquista espaço entre os usados. O modelo combina motor 1.6 Flex, altura elevada e visual simpático com preços que não assustam. É uma escolha racional com pitadas de nostalgia, desde que você olhe bem debaixo do carro antes de fechar negócio. Afinal, ninguém quer surpresa quando a embreagem pede descanso ou a suspensão decide protestar.
Publicado em Ford dia 12/06/2025 por Alan Corrêa

Comprar um usado pode parecer um jogo de adivinhação, mas o Ford EcoSport XLT 1.6 2012 dá pistas claras sobre o que esperar. Com seu visual parrudo e altura de quem não tem medo de lombada, ele faz sucesso entre os que buscam um SUV compacto sem gastar o que gastariam num carro 0 km. Por fora, ainda chama atenção — talvez mais pelo carisma do que pelas linhas que o tempo suavizou —, e por dentro, entrega o básico com um certo charme utilitário.

Pontos Principais:

  • Motor 1.6 Flex entrega até 115 cv, com desempenho adequado na cidade.
  • Consumo urbano de 8,8 km/l com gasolina, autonomia de até 500 km.
  • Problemas recorrentes em suspensão e embreagem exigem atenção pré-compra.
  • Preço médio de R$ 36 mil torna o modelo atrativo no mercado de usados.

Sob o capô está o conhecido motor 1.6 Zetec Rocam Flex. Ele não vai arrancar suspiros em arrancadas, mas leva a família, as compras e o cachorro sem drama. Com até 115 cv no etanol, é competente para a rotina urbana e não passa vergonha na estrada, desde que a expectativa esteja ajustada. A aceleração de 0 a 100 km/h em 13,4 segundos pode não impressionar os apressados, mas é suficiente para quem só quer chegar sem susto no sinal verde.

O EcoSport XLT 1.6 2012 segue atraente entre usados urbanos. Motor Flex, preço em conta e visual elevado fazem dele uma aposta confiável para uso diário.
O EcoSport XLT 1.6 2012 segue atraente entre usados urbanos. Motor Flex, preço em conta e visual elevado fazem dele uma aposta confiável para uso diário.

O consumo é honesto. Nada de milagre, mas também sem sustos na bomba: média de 8,8 km/l com gasolina na cidade e 10,3 km/l na estrada. Com tanque de 54 litros, a autonomia gira em torno de 500 km — o bastante pra um bate e volta sem paradas desesperadas. Já o porta-malas de 296 litros aceita até a bagagem da sogra (se ela não for exagerada), e a cabine acomoda cinco pessoas com algum conforto, especialmente nas viagens curtas.

Claro, nem tudo são flores. A suspensão, coitada, sofre com o asfalto brasileiro e reclama alto quando foi mal tratada. A embreagem também entra na lista de reclamações mais comuns — se estiver com ruído, pode significar dor de cabeça futura. E o acabamento interno? Cumpre seu papel, mas sem luxo. É plástico por todos os lados, então quem gosta de requinte talvez ache que está num carro do setor de “achados e perdidos”.

Com até 115 cv no etanol e consumo de 8,8 km/l na cidade, o SUV entrega desempenho justo. Não é um foguete, mas resolve o que promete com simplicidade.
Com até 115 cv no etanol e consumo de 8,8 km/l na cidade, o SUV entrega desempenho justo. Não é um foguete, mas resolve o que promete com simplicidade.

Ainda assim, há vantagens práticas. A manutenção não exige um mecânico da NASA e as peças são encontradas com certa facilidade. O câmbio manual de cinco marchas agrada os mais tradicionais e a direção hidráulica ajuda nas manobras sem provocar sessões extras na academia. O diâmetro de giro de 10 metros facilita o vai-e-vem do dia a dia, seja para estacionar em vagas apertadas ou escapar de buracos com estilo.

Por dentro, acomoda cinco com conforto e tem 296 litros de porta-malas. Acabamento é simples, mas funcional para quem não liga para firulas.
Por dentro, acomoda cinco com conforto e tem 296 litros de porta-malas. Acabamento é simples, mas funcional para quem não liga para firulas.

Para quem pensa em levar um desses pra casa, vale a pena procurar por unidades com histórico claro de manutenção, revisões em dia e sem sinais de batida. O preço médio de R$ 36 mil na versão XLT 1.6 ajuda a manter o interesse, especialmente para quem busca um carro elevado, com visual simpático e manutenção honesta. Mas lembre-se: ao menor barulho estranho vindo da suspensão, desconfie. Afinal, ninguém quer um EcoSport que ecoa mais do que anda.

O Ford EcoSport XLT 1.6 2012 pode não ser o carro dos sonhos, mas para muita gente ele é aquele parceiro que não exige muito, aguenta o tranco e ainda ajuda a economizar um bom dinheiro. Se for bem tratado, rende boas histórias na estrada e poucos capítulos no mecânico. E convenhamos: isso, no mercado de usados, já é meio caminho andado.

Fonte: GuiaDeUsados, Wikipedia, AutosSegredos, OLX, Webmotors e MercadoLivre.